Gasolina acima de R$ 7 em Manaus provoca embate político entre Alberto Neto e Marcelo Ramos

A troca de críticas ocorre em meio às variações nos preços da gasolina em diferentes regiões do país e ao debate político sobre política de preços, carga tributária e estrutura do mercado de refino no Brasil
Redação O Poder
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O preço da gasolina em Manaus voltou a entrar no centro do debate político após troca de críticas entre o deputado federal Alberto Neto (PL-AM) e o ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT). Os dois publicaram vídeos nas redes sociais comentando o valor do combustível na capital amazonense, que ultrapassa R$ 7 em alguns postos.

A discussão começou após Alberto Neto divulgar um vídeo gravado em frente a um posto de combustíveis em Manaus. Na gravação, o parlamentar afirma que o estado registra um dos preços mais altos do país e relaciona o aumento à carga tributária e ao cenário internacional.

Segundo o deputado, conflitos no Oriente Médio e a alta do petróleo no mercado global impactam diretamente o custo da gasolina. Ele também criticou o que chamou de aumento de impostos sobre combustíveis e defendeu a redução da carga tributária como forma de aliviar o bolso dos consumidores.

O parlamentar afirmou ainda que encaminhou um documento ao Ministério de Minas e Energia do Brasil e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) solicitando medidas para reduzir impostos sobre combustíveis.

“O imposto sobre o combustível chega a 30% ou 35%. Isso impacta diretamente o preço na bomba e também a logística do país, porque o transporte de alimentos e produtos fica mais caro”, afirmou.

Marcelo Ramos rebate
As declarações foram contestadas por Marcelo Ramos, que publicou um vídeo gravado em Brasília para responder às críticas do deputado. O petista classificou as falas de Alberto Neto como desinformação e apresentou outra explicação para o preço elevado da gasolina em Manaus.

De acordo com Ramos, um dos fatores que influenciam o valor do combustível no estado é a privatização da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo ele, após a venda da refinaria, o abastecimento passou a depender mais de combustíveis importados, o que torna o preço mais sensível às variações do mercado internacional.

No vídeo, o ex-deputado também comparou valores e afirmou que a gasolina mostrada em Manaus a R$ 7,29 estaria sendo vendida por preço menor em Brasília.

Ramos ainda argumentou que a maior parte da carga tributária incidente sobre combustíveis é composta por impostos estaduais, principalmente o ICMS, enquanto a parcela federal representaria uma fração menor do total.

Além disso, ele afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teria elevado impostos sobre combustíveis.

Debate sobre combustíveis

A troca de críticas ocorre em meio às variações nos preços da gasolina em diferentes regiões do país e ao debate político sobre política de preços, carga tributária e estrutura do mercado de refino no Brasil.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis indicam que os preços podem variar entre estados e cidades por fatores como logística de transporte, tributação e dinâmica de mercado.

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