Deputado bolsonarista do RJ transfere título para concorrer ao Senado em RR

Aliado de Bolsonaro oficializa transferência eleitoral para Roraima e entra em disputa de gigantes pelo Senado; paralelamente, Hélio Lopes mantém candidatura ao TCU em meio a forte concorrência na Câmara
Redação O Poder
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O cenário político de Roraima ganhou um novo e influente componente com a confirmação de que o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), um dos aliados mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro, oficializou a mudança de seu domicílio eleitoral para o estado no último dia 3 de março. A movimentação estratégica confirma a intenção do parlamentar de disputar uma das duas cadeiras disponíveis para o Senado Federal nas eleições de 2026.

No entanto, Hélio Lopes joga em duas frentes: enquanto projeta sua base no Norte, ele mantém sua candidatura à vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz.

A disputa pelo TCU tornou-se um novo foco de tensão na Câmara dos Deputados. O protagonismo da Corte de Contas, especialmente em meio a casos de grande repercussão como o do banco Master, atraiu o interesse de diversos partidos que já apresentaram outros quatro nomes ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Entre os concorrentes estão a deputada Adriana Ventura (SP), lançada pelo Novo; o deputado Odair Cunha (MG), que conta com o apoio estratégico de Motta e do PT; Gilson Daniel (Podemos-ES), que aposta em seu currículo técnico em Finanças; e Danilo Forte (CE), que segue no páreo de forma independente após deixar o União Brasil por falta de respaldo interno.

Enquanto a decisão sobre o TCU não sai, a chegada de Hélio Lopes a Roraima incendeia uma disputa que já prometia ser uma das mais acirradas do país. O tabuleiro atual para o Senado apresenta nomes de peso e veteranos da política local. Além do “bolsonarismo raiz” representado por Hélio, a ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB), aparece como um nome forte devido ao seu recall eleitoral na capital. O atual governador Antonio Denarium (PP) também deve deixar o cargo para buscar o Senado, transmitindo o comando do estado para seu vice, Edilson Damião (Republicanos), que poderá concorrer como cabeça de chapa ao Governo.

O xadrez eleitoral roraimense ainda conta com o senador Chico Rodrigues (PSB), que busca a reeleição e deve compor um bloco de esquerda ao lado de Juscelino Kubitschek Pereira (PT), pré-candidato ao Governo do Estado. Correndo em paralelo, o experiente ex-senador e cacique do MDB, Romero Jucá, trabalha nos bastidores para retomar seu assento no Congresso Nacional, consolidando o que muitos analistas já chamam de “grupo da morte” na disputa pelas duas vagas ao Senado em 2026.

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