‘Nunca vi um absurdo tão grande’, diz Jaime Bagattoli ao cobrar reativação da BR-319

Senador de Rondônia relembrou que rodovia já foi pavimentada em 1979 e defendeu a desburocratização do licenciamento para garantir o direito de ir e vir de quem não pode pagar passagens aéreas
Redação O Poder
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O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) subiu o tom em defesa do asfaltamento e da reativação total da BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM). Em entrevista ao programa Assunto de Estado, da TV Senado, o parlamentar classificou como um “absurdo” o atual estado da rodovia e a lentidão nos processos de licenciamento que impedem a pavimentação do chamado “Trecho do Meio”.

Bagattoli trouxe um resgate histórico para reforçar sua tese: em 1979, enquanto a BR-364 ainda era de chão, o trecho entre as capitais de Rondônia e Amazonas já possuía asfalto. “A estrada já era pavimentada. Não para trânsito pesado, mas a estrada já existia, é uma rodovia federal”, relembrou.

Críticas à legislação ambiental

O ponto central da fala do senador foi a desburocratização. Para ele, a renovação de licenças ambientais para uma via já consolidada é um entrave desnecessário ao progresso da Amazônia Ocidental.

“Nós precisamos ter essa desburocratização. Por que isso? Porque acontece o seguinte: é tanta lei… Como que você quer uma lei ambiental para uma estrada que já existe? É só para reativar a estrada”, questionou o parlamentar.

Direito de ir e vir

Além das questões logísticas, o senador enfatizou o impacto social do isolamento. Ele defendeu que a BR-319 é o único caminho para garantir o direito constitucional de locomoção para milhares de nortistas que não possuem recursos para arcar com os altos custos das passagens aéreas.

“Temos que simplificar essa situação. A rodovia é importante para garantir o direito das pessoas de ir e vir, principalmente para quem não tem condições de acesso por avião”, afirmou, reforçando que a reativação é uma prioridade para a integração regional.

A BR-319 possui cerca de 900 km de extensão. Embora as pontas (próximas a Manaus e Porto Velho) estejam em condições razoáveis, o miolo da estrada sofre com a degradação e atoleiros, dificultando o transporte de passageiros e o escoamento de produtos essenciais para o Amazonas.

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