O que deveria ser uma vitrine administrativa para o prefeito Toni Cunha (PL) transformou-se em um cenário de forte pressão popular e embate com a imprensa. Nesta terça-feira (31/03), durante a inauguração do Hospital Regional Materno-Infantil de Marabá, o gestor municipal foi alvo de uma sonora vaia de parte do público presente, evidenciando o clima de insatisfação com a saúde local.
A reação negativa foi tão contundente que obrigou o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), a quebrar o protocolo. Em um gesto de tentativa de pacificação, Helder pediu respeito a Toni Cunha, reforçando que o foco do dia deveria ser a entrega da unidade de saúde, fruto de parceria entre Estado e Município. No entanto, o “blindagem” do governador não impediu que o clima de tensão se estendesse aos bastidores.
Fuga de Perguntas e Cerco à Imprensa
O mal-estar atingiu o ápice durante o atendimento aos jornalistas. Ao ser questionado pelo repórter Vinícius Biancardi sobre problemas crônicos na rede municipal, como a escassez de medicamentos e o não cumprimento de promessas de campanha, o prefeito evitou o confronto direto.
Em vez de responder às demandas da população levantadas pelo profissional, Toni Cunha manteve um discurso genérico sobre a obra. A situação escalou quando, ao insistir nas perguntas, o jornalista foi abruptamente afastado pelos seguranças que faziam a escolta do prefeito, impedindo a continuidade do trabalho da imprensa.
Desdobramentos
Após o episódio de truculência, o jornalista informou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra a equipe de segurança do gestor. O caso já repercute negativamente nos bastidores políticos da região, levantando críticas sobre a postura de Toni Cunha diante do contraditório e da fiscalização jornalística.
Para o portal O Poder, analistas indicam que o episódio de hoje acende um sinal de alerta para o capital político do prefeito, que parece encontrar dificuldades para dialogar com a crítica em pleno ano de entregas importantes.