Um novo panorama da economia do Amazonas, divulgado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio AM), confirma o papel central dos setores de Comércio e Serviços como os grandes motores da atividade econômica estadual. Dados da Junta Comercial do Estado (Jucea) revelam que, das 860.017 empresas ativas no Amazonas, 86,7% pertencem a esses segmentos, evidenciando uma concentração estratégica que sustenta o desenvolvimento local.
Entre os meses de fevereiro e março de 2026, o número de novos empreendimentos nessas áreas cresceu 0,95%, sinalizando a continuidade do dinamismo empreendedor no estado, mesmo diante de um cenário global desafiador.
Retomada do Consumo e Força do Turismo
Os indicadores do IBGE trazem otimismo para o setor varejista. O varejo restrito apresentou um avanço de 4,8% em janeiro frente a dezembro, enquanto o varejo ampliado cresceu 2,9%. O desempenho reverte perdas registradas no final de 2025 e confirma uma retomada gradual, porém consistente, do poder de compra das famílias amazonenses.
No setor de serviços, os números são ainda mais expressivos. Com um crescimento de 5,7% em comparação a janeiro de 2025, o segmento encontra no Turismo o seu principal vetor de expansão. A atividade turística registrou alta de 13,7% no comparativo anual e já acumula uma elevação de 11,8% nos últimos 12 meses, consolidando o Amazonas como destino estratégico.
Confiança do Empresário e Desafio do Endividamento
A confiança de quem investe segue em patamares elevados. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) em Manaus atingiu 118,3 pontos em março, mantendo-se firmemente na zona de otimismo. Pelo lado do consumidor, o Índice de Intenção de Consumo (ICF) registrou 121,3 pontos, indicando que, embora o planejamento esteja mais rigoroso, o consumo permanece ativo.
Entretanto, o levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC) acende um alerta: a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) aponta que 87,8% das famílias manauaras possuem algum tipo de dívida, sendo que quase metade delas relata contas em atraso.
Impacto Fiscal
A pujança desses setores reflete diretamente nos cofres públicos. Segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM), a arrecadação de ICMS proveniente apenas do comércio e serviços somou R$ 654 milhões no mês de fevereiro, reforçando a importância desses segmentos para a manutenção das políticas públicas estaduais.