Uma servidora terceirizada do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) denunciou episódios recorrentes de transfobia e assédio moral dentro do ambiente de trabalho. A trabalhadora, que atua no atendimento ao público do órgão, afirma que as situações aconteceram inclusive diante de autoridades do Judiciário, sem que medidas administrativas fossem adotadas.
Segundo a denúncia, um dos episódios ocorreu durante uma ação de vacinação realizada nas dependências do Tribunal. A servidora relata que teria sido chamada repetidamente de “homem” por uma técnica de enfermagem que também atua no local. De acordo com o relato, a situação aconteceu na presença de um desembargador.
A trabalhadora afirma ainda que buscou a presidência do Tribunal de Justiça diversas vezes para denunciar os casos e solicitar providências, mas diz não ter recebido retorno da administração do órgão.
Outro episódio mencionado na denúncia envolve uma mulher que, dentro das dependências do Tribunal, teria utilizado termos considerados ofensivos e preconceituosos contra a servidora.
O caso ganhou repercussão após denúncias envolvendo supostos episódios de transfobia, racismo institucional e assédio moral dentro do Judiciário de Rondônia. As acusações chegaram ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que poderá analisar os relatos apresentados.
Até o momento, o Tribunal de Justiça de Rondônia não se pronunciou publicamente sobre as acusações feitas pela servidora terceirizada.
O episódio reacende debates sobre respeito à identidade de gênero, combate à discriminação e garantia de um ambiente de trabalho seguro dentro das instituições públicas brasileiras.