A Prefeitura de Manaus iniciou estudos para ampliar áreas industriais da capital diante da expectativa de chegada de novas empresas à Zona Franca de Manaus (ZFM). O movimento ocorre em meio ao crescimento da demanda por terrenos e à perspectiva de expansão do Polo Industrial nos próximos anos.
Segundo informações discutidas entre Prefeitura, Suframa e representantes do setor produtivo, o planejamento prevê abertura de novos espaços industriais em regiões próximas aos eixos da BR-174, AM-10 e zona leste de Manaus.
A proposta busca preparar a cidade para uma nova fase de crescimento econômico impulsionada pela manutenção das vantagens competitivas da Zona Franca após a Reforma Tributária. Empresários e autoridades estimam que até 200 novas empresas possam demonstrar interesse em instalação no polo industrial amazonense nos próximos ciclos de investimento.
Nos bastidores, a ampliação das áreas industriais é tratada como prioridade para evitar um gargalo no crescimento da ZFM. Atualmente, a escassez de terrenos disponíveis já provoca aumento no valor de galpões e espaços industriais em Manaus.
Representantes da indústria afirmam que o ambiente de segurança jurídica criado após a regulamentação da Reforma Tributária reacendeu o interesse de investidores nacionais e internacionais pelo modelo econômico da Zona Franca.
Expansão da ZFM pode gerar empregos e novos investimentos
A expectativa é que a abertura de novas áreas industriais fortaleça a capacidade de geração de empregos e atração de investimentos no Amazonas.
A Zona Franca de Manaus é considerada o principal motor econômico da região Norte e abriga centenas de indústrias dos setores de eletroeletrônicos, duas rodas, informática e bens de consumo.
Além da expansão territorial, o poder público e entidades empresariais discutem atualização de regras relacionadas à ocupação de lotes industriais para acelerar instalação de fábricas e reduzir entraves burocráticos.
Nos últimos meses, reuniões entre Suframa, Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam) e representantes do setor produtivo passaram a tratar da modernização das normas do distrito industrial e da necessidade de ampliar áreas disponíveis para novos empreendimentos.
O avanço do planejamento urbano-industrial também é visto como estratégico para manter a competitividade da ZFM diante do novo cenário tributário nacional e do aumento da procura por operações industriais na Amazônia.