A Procuradoria-Geral da República (PGR) determinou o arquivamento de uma investigação da Operação Lava Jato que tinha como alvo o ex-senador Romero Jucá. A decisão foi tomada após manifestação pela ausência de elementos considerados suficientes para dar continuidade ao procedimento investigativo.
A apuração analisava suspeitas relacionadas a supostos repasses irregulares e possíveis vantagens indevidas atribuídas ao ex-parlamentar durante o período em que exerceu mandato no Congresso Nacional. Com o arquivamento, o caso é encerrado sem apresentação de denúncia criminal.
Romero Jucá foi um dos principais nomes da política nacional nas últimas décadas, tendo exercido mandatos no Senado Federal e ocupado cargos estratégicos em governos federais. Durante o avanço da Lava Jato, o ex-senador chegou a ser citado em delações e investigações ligadas à operação.
Na decisão, a PGR avaliou que não foram encontrados elementos suficientes capazes de sustentar o prosseguimento da investigação ou eventual abertura de ação penal contra Jucá.
O arquivamento ocorre em meio a uma série de revisões e encerramentos de procedimentos originados durante a Operação Lava Jato, especialmente em casos considerados sem provas robustas para continuidade judicial.
Aliados do ex-senador afirmaram que a decisão reforça a tese de que Romero Jucá sempre negou irregularidades e sustentou inocência ao longo das investigações. Até o momento, a defesa do ex-parlamentar não informou se haverá pronunciamento oficial sobre o caso.
Romero Jucá teve forte atuação política em Roraima e em Brasília, sendo uma das figuras mais influentes do MDB nacional durante os últimos anos.