O candidato do Mobiliza ao Governo do Amazonas, Cabo Daciolo, defendeu investimentos em infraestrutura, setor primário e integração terrestre como pilares de seu projeto para o Estado. Durante entrevista ao O Poder, ele apresentou propostas para a BR-319, criticou adversários políticos e afirmou que pretende ampliar os investimentos nos municípios do interior.
Daciolo afirmou que estuda questões relacionadas à Amazônia Legal desde 2022 e defendeu que as riquezas produzidas na região permaneçam no país e sejam utilizadas para melhorar as condições de vida da população.
“A Amazônia é nossa, a fortuna da Amazônia vai ficar aqui”, declarou.
O candidato também fez críticas a nomes da política amazonense e nacional e afirmou que pretende priorizar investimentos em infraestrutura e mineração. Durante a entrevista, Daciolo ainda criticou a presença econômica da China na região.
Daciolo desafia adversários

Ao falar sobre sua relação com o Amazonas, Daciolo afirmou conhecer o Estado mais do que os demais candidatos e desafiou adversários para um debate.
“Eu digo que conheço mais o Estado que qualquer um desses que estão concorrendo aqui. Chame qualquer um deles”, afirmou.
Na sequência, citou nomes como Omar Aziz, David Almeida e Roberto Cidade e disse estar disposto a confrontar seu conhecimento sobre o Amazonas com o dos adversários.
“Pode chamar eles para um grande debate. Vamos conversar e vamos debater. Eu vou provar que sim”, disse.
Daciolo também mencionou sua trajetória por diferentes estados brasileiros e voltou a falar sobre suas pretensões políticas nacionais. Segundo ele, o Amazonas deveria ocupar uma posição de maior protagonismo no país.
“Eu sei que no futuro próximo eu vou ser o presidente da República”, afirmou.
Ligação com a BR-319
Um dos principais pontos apresentados durante a entrevista foi a infraestrutura de conexão entre Manaus e a BR-319.
Daciolo afirmou possuir um projeto para estabelecer uma ligação entre Manacapuru e Manaquiri, que, segundo ele, permitiria melhorar a integração terrestre com a rodovia.
“Agora nós temos um projeto sólido para levar a ponte até a 319, que vai sair de Manacapuru e vai chegar até Manaquiri”, declarou.
O candidato citou Bela Vista e Barro Alto, em Manaquiri, ao explicar o traçado que defende para o projeto. Segundo Daciolo, melhorar a infraestrutura terrestre permitiria facilitar tanto a chegada de produtos quanto o escoamento da produção amazonense.
“Eu preciso ter o escoamento. A chegada de produto e o escoamento do produto vai ter que acontecer”, disse.
Interior e setor primário
Durante a entrevista, Daciolo também criticou o que considera uma concentração da atividade econômica em Manaus e defendeu maior participação dos municípios do interior no desenvolvimento do Estado.
O candidato afirmou que pretende ampliar serviços públicos nos municípios e citou educação, segurança e saúde entre as áreas que receberiam atenção de uma eventual gestão.
Daciolo também apontou o setor primário como uma das prioridades de seu projeto econômico.
“Vai ser aplicado principalmente agora em um lugar que nunca aplicaram, que é o setor primário. Setor primário, a produção vai ser agora investida com força total”, afirmou.
Segundo o candidato, investimentos na produção e em infraestrutura seriam utilizados para estimular a economia e ampliar oportunidades fora da capital.
‘Não tem obstáculo, tem incompetência’
Questionado sobre os entraves ambientais, federais e de infraestrutura que historicamente envolvem a recuperação da BR-319, Daciolo afirmou não considerar esses fatores os principais responsáveis pela situação atual da rodovia.
“Na verdade, não tem obstáculo. O que tem é políticos que não querem fazer”, declarou.
Daciolo argumentou que não defende a abertura de uma nova estrada, mas intervenções na rodovia já existente. O candidato afirmou que pretende recuperar e pavimentar a BR-319.
“Eu não estou pedindo para desmatar nada, para abrir nada. Eu só estou pegando o lugar que já existe, que já foi feito, e colocar ela em manutenção”, disse.
Ao tratar da responsabilidade pela situação da rodovia, o candidato elevou o tom das críticas contra os grupos políticos locais.
“Não tem obstáculo. Tem incompetência. O que tem aqui é a incompetência dos políticos locais. É isso que tem aqui. Má gestão”, afirmou.
Diferença para os adversários
No encerramento da entrevista, Daciolo foi questionado sobre o que considera ser seu principal diferencial em relação aos demais candidatos ao Governo do Amazonas.
O candidato citou sua fé e afirmou que pretende conduzir sua atuação política com base na forma como acredita que as pessoas devem ser tratadas.
“Eu sou anunciador de amor. Eu tenho um entendimento que eu tenho que tratar as pessoas da maneira que eu gostaria de ser tratado”, declarou.
Daciolo encerrou afirmando que não aceita a situação de sofrimento que atribui à população e que pretende manter distância dos grupos políticos que critica durante a campanha.
“Se tiver que morrer com o povo, eu morro com o povo. Mas não sento na mesa deles”, concluiu.