Débora Menezes alerta para violência sexual contra crianças após prisão de professor em Parintins

Deputada citou casos recentes envolvendo profissionais da educação e defendeu diálogo entre famílias e crianças como medida de prevenção e proteção
Redação O Poder
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A deputada estadual Débora Menezes usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quarta-feira (26), para chamar atenção para casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no Estado. A manifestação ocorreu após a prisão de um professor de informática, de 34 anos, em Parintins.

O homem foi preso na terça-feira (25) e, segundo as informações apresentadas pela parlamentar, é investigado por estupro de vulnerável, além de produção e armazenamento de material de abuso sexual infantil. Ele trabalhava em uma entidade socioassistencial frequentada por crianças e adolescentes.

Ao abordar o caso, Débora destacou a necessidade de pais e responsáveis manterem diálogo constante com crianças e adolescentes, principalmente diante de mudanças de comportamento ou de qualquer situação que possa despertar preocupação.

“Abusador não tem cara. Muitas vezes ele se esconde em locais de confiança. Por isso, precisamos fazer o nosso dever de casa enquanto família e enquanto rede de proteção. É importante perguntar, conversar e formalizar a denúncia para que seja feita a investigação e, comprovado o crime, haja punição com o rigor da lei”, afirmou.

Outros casos

Durante o pronunciamento, a deputada também mencionou outras investigações recentes envolvendo profissionais da educação no Amazonas.

Neste mês, um professor de reforço escolar foi preso em Manaus sob suspeita de estupro de vulnerável contra alunos com idades entre 9 e 12 anos. Em julho, o diretor de uma escola infantil particular da capital foi preso preventivamente em uma investigação envolvendo três crianças, de 4, 6 e 7 anos.

Outro episódio citado ocorreu em abril, quando uma operação da Polícia Federal afastou um professor de uma instituição federal de ensino investigado por suspeita de crimes contra a dignidade sexual de adolescentes.

Débora ressaltou, no entanto, que os casos não devem ser utilizados para generalizar a atuação dos profissionais da educação. Segundo a parlamentar, o alerta está relacionado principalmente ao fato de que situações de violência podem ocorrer em ambientes considerados de confiança pelas famílias.

A deputada defendeu ainda que suspeitas sejam comunicadas aos órgãos responsáveis para que possam ser formalmente investigadas e, quando houver comprovação de crime, os responsáveis sejam punidos conforme a legislação.

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