Justiça Eleitoral manda suspender pesquisa do Direto ao Ponto no Amazonas

Liminar interrompe divulgação do levantamento AM-09630/2026 enquanto Justiça analisa questionamentos sobre informações territoriais da amostra
Redação O Poder
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A Justiça Eleitoral determinou a suspensão da divulgação dos resultados da pesquisa AM-09630/2026, realizada pelo instituto Direto ao Ponto sobre o cenário eleitoral no Amazonas.

A medida foi tomada em caráter liminar pela juíza auxiliar da propaganda eleitoral Mônica Cristina Raposo da Câmara Chaves do Carmo, do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). A decisão atende a uma representação apresentada pela coligação Pra Cima Amazonas.

O questionamento está relacionado às informações territoriais apresentadas no registro do levantamento. Conforme a decisão, os documentos disponibilizados no sistema da Justiça Eleitoral não detalharam de forma suficiente a distribuição das entrevistas em bairros e setores de alguns dos municípios incluídos na pesquisa.

Entre as localidades mencionadas na análise estão Parintins, Coari, Manacapuru, Iranduba, Careiro, Tefé e Itacoatiara.

Para a magistrada, essas informações são necessárias para permitir a fiscalização da composição geográfica da amostra por partidos, coligações e pelo Ministério Público Eleitoral.

Com a concessão da liminar, o instituto deve interromper a divulgação dos números enquanto a determinação estiver em vigor. A ordem também alcança reproduções dos resultados feitas por terceiros.

Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 50 mil.

Decisão ainda não é definitiva

A suspensão não representa um julgamento definitivo sobre a pesquisa. O instituto ainda poderá apresentar defesa e contestar os fundamentos utilizados na decisão.

Em manifestação divulgada após a liminar, o Direto ao Ponto afirmou que respeita a determinação da Justiça Eleitoral e que adotará as medidas jurídicas cabíveis.

O instituto ressaltou ainda que o processo não apresenta acusação de fraude ou manipulação dos resultados. Segundo a empresa, a discussão está concentrada no nível de detalhamento territorial apresentado no registro da pesquisa.

O Direto ao Ponto também sustenta que a metodologia utilizada e as informações fornecidas atendem às normas aplicáveis e informou que apresentará seus argumentos técnicos e jurídicos durante a tramitação do processo.

A pesquisa havia sido divulgada originalmente no fim de agosto. O levantamento ouviu 1.200 eleitores presencialmente entre os dias 19 e 24 de agosto, em Manaus e municípios do interior do Amazonas.

Enquanto a liminar permanecer válida, os resultados do levantamento não poderão ser divulgados. A situação poderá ser revista posteriormente pela Justiça Eleitoral após a análise da defesa e dos demais elementos apresentados no processo.

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