A Justiça Eleitoral determinou que o candidato ao Senado pelo PL, Éder Mauro, publique em suas redes sociais um vídeo de direito de resposta de Helder Barbalho (MDB), que também disputa uma das duas vagas destinadas ao Pará no Senado Federal.
No vídeo, Helder afirma que decidiu utilizar o espaço para contestar informações divulgadas durante a campanha que, segundo ele, não correspondem à realidade.
“Estou aqui para repor a verdade. Estou aqui porque falam muita coisa de mim que não é verdade”, declarou o candidato no início da gravação.
Durante a manifestação, Helder também fez uma avaliação de sua gestão à frente do Governo do Pará. Ele afirmou que, nos sete anos e meio em que esteve no comando do Estado, houve acertos e erros, e defendeu que o objetivo deve ser buscar melhorias para o Pará.
“Certamente, tivemos erros. Mas tudo o que a gente quer é a mesma coisa: um Pará mais forte, um Pará melhor”, afirmou.
No espaço concedido pela Justiça Eleitoral, Helder também apresentou sua candidatura ao Senado e disse estar preparado para exercer o mandato. O candidato afirmou que pretende utilizar a experiência acumulada na administração estadual em favor do Estado.
Ao final do vídeo, Helder pediu votos para a chapa que apoia na eleição estadual. Ele citou Hana Ghassan (MDB), candidata ao Governo do Pará, e Chicão (União Brasil), que também concorre ao Senado.
Disputa eleitoral
Helder Barbalho e Éder Mauro estão entre os candidatos que disputam as duas vagas do Pará no Senado nas eleições de 2026.
Uma pesquisa RealTime Big Data divulgada em 15 de setembro apontou Helder com 36% das intenções de voto, considerando primeira e segunda opções, enquanto Éder Mauro registrou 16%. O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre os dias 10 e 14 de setembro e informou margem de erro de dois pontos percentuais.
A campanha também tem sido marcada por disputas judiciais envolvendo conteúdos divulgados pelos candidatos. Em setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) determinou a retirada de publicações de Éder Mauro e do candidato Dr. Daniel Santos relacionadas a uma manifestação em Ananindeua.
Os conteúdos questionados atribuíam a Helder uma suposta determinação pessoal para o uso de spray de pimenta contra apoiadores. Na decisão, a Justiça Eleitoral diferenciou críticas à atuação policial da afirmação de que o então governador teria determinado diretamente o uso da força.