O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou, nesta quarta-feira (28), uma carta em que se autodeclara “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e anuncia que pretende liderar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir dos Estados Unidos. O documento foi divulgado após a chegada do parlamentar ao território norte-americano, depois de deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina, segundo relatos publicados pela imprensa.
Na carta, Flávio questiona o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), e afirma que houve fraude na votação. O senador, no entanto, não apresenta provas que comprovem as acusações feitas no documento.
O resultado oficial da eleição confirmou a reeleição de Lula, que recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
Senador acusa instituições e fala em perseguição política
Ao longo do texto, Flávio critica decisões atribuídas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele questiona a extensão do horário de votação em parte das seções eleitorais e afirma que a medida teria comprometido a legitimidade do pleito.
O parlamentar também acusa a campanha adversária de abuso de poder político e econômico e defende a cassação da chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin. As acusações são apresentadas pelo senador na carta, sem que o documento traga comprovação de fraude capaz de alterar o resultado eleitoral.
Flávio afirma ainda que deixou o país por considerar que estaria sob risco de perseguição política. Segundo ele, a decisão também teve como objetivo proteger a família e permitir que continue atuando politicamente.
Na manifestação, o senador nega ter cometido crimes e sustenta que não pretende abandonar seus apoiadores. Ele também compara sua situação à de figuras históricas que viveram ou organizaram movimentos políticos fora de seus países de origem.
Oposição será articulada dos Estados Unidos
Na parte final da carta, Flávio afirma que pretende manter contato regular com os brasileiros e apresentar estratégias para mobilizar a oposição por meios que classifica como pacíficos e legítimos.
O senador também se dirige a parlamentares e governadores aliados, afirmando que pretende assumir, no exterior, uma atuação política que, segundo sua avaliação, estaria limitada no Brasil.
A manifestação termina com um apelo às instituições brasileiras e à comunidade internacional. Flávio pede que outros países acompanhem a situação política brasileira e afirma que continuará contestando o resultado das eleições.
Até a divulgação da carta, o documento não apresentava decisão judicial que reconhecesse as alegações de fraude eleitoral feitas pelo senador.



Com informações de veículos de imprensa nacionais.