O prefeito de Barra do Piraí (RJ), Mário Esteves (PROS), durante a inauguração de uma estrada na cidade, sugeriu que as mulheres da cidade sejam castradas para controlar o número de crianças da cidade. O caso ocorreu na quinta-feira (14/9).
Esteves comentou sobre a abertura de creches no município e afirmou que a cidade tem “criança demais” e sugeriu a castração de meninas.
“O que não falta em Barra do Piraí é criança. Tem que começar a castrar essas meninas. Controlar essa população, é muito filho, cara. É no máximo dois”, pontuou.
O prefeito ainda afirmou que a cidade precisa aprovar uma legislação para determinar que as famílias tenham, no máximo, dois filhos.
“Fazer uma lei lá na Câmara, no máximo dois. Haja creche para ser construída ao longo dos próximos anos. Tinha que ser um processo federal, estadual, municipal, porque precisa, sim, desse controle. É muita responsabilidade colocar filho nesse mundo”, exclamou.
O caso repercutiu negativamente nas redes sociais, e o prefeito foi criticado. Em uma publicação no Facebook, usuários afirmaram que a fala de Mário é “criminosa, misógina e machista”.
Em nota, a prefeitura afirmou que Mario Esteves “jamais teve a intenção de promover qualquer tipo de prática danosa ou preconceituosa às mulheres” e que a fala se deu em um momento de “descontração”.
Leia a Nota da Prefeitura:
“O prefeito de Barra do Piraí, Mario Esteves, entende que a laqueadura seja um dos procedimentos para o incremento do planejamento familiar, assim como a vasectomia. Jamais teve a intenção de promover qualquer tipo de prática danosa ou preconceituosa às mulheres. Prova disso, são os investimentos que a prefeitura tem aplicado no Hospital Maria de Nazaré – a Pérola do Vale – e nos programas Saúde da Mulher e Saúde do Homem, onde o planejamento familiar é discutido. Foi um momento de descontração na inauguração de uma importante via de escoamento de produção e de desenvolvimento na cidade, tema central do evento e que é o principal destaque. Qualquer ilação com esse assunto mostra desconhecimento político, uma vez que castrar é esterilizar. A utilização da linguagem vai muito mais para quem quer difundir a confusão na mente do outro, quando deveria explicar.”
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Com informações Metrópoles e Poder 360