Amazonas se prepara para enfrentar desafios climáticos futuros com investimento em infraestrutura hídrica, afirma Wilson Lima

Estado do Amazonas investe em infraestrutura hídrica para enfrentar desafios climáticos futuros, segundo governador Wilson Lima.
Redação O Poder
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O estado do Amazonas está tomando medidas preventivas e investindo em infraestrutura hídrica para enfrentar desafios climáticos futuros. Segundo o governador Wilson Lima, este ano a previsão é de que o estado não enfrente uma cheia tão severa quanto em anos anteriores. Porém, a expectativa é que a estiagem deste ano possa se repetir no ano que vem. Em resposta a essa preocupação, o governo do Amazonas está adotando medidas para garantir a resiliência da região diante desses eventos climáticos, anunciou o governador em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (17).

De acordo com ele, um dos principais projetos em andamento é a criação de mil microssistemas de abastecimento de água até 2026. Até o momento, cerca de 400 microssistemas já estão em funcionamento desde 2019. Esses sistemas desempenham um papel crucial em fornecer acesso contínuo à água potável para as comunidades do estado. Eles melhoram significativamente a qualidade de vida e a disponibilidade de água, especialmente em áreas afetadas pela estiagem.

Wilson Lima ressaltou que o governo do estado está se preparando para o futuro com antecedência, ciente dos desafios ambientais que a região enfrenta. A estiagem e a cheia dos rios são fenômenos cíclicos que impactam a vida das pessoas, principalmente aquelas que dependem da pesca e do transporte fluvial para subsistência.

Eu tenho também apresentado uma proposta ao governo federal, para o Ministério de Desenvolvimento Regional, para que a gente, até o final, até 2026, nós montemos mil microssistemas de abastecimento de água. Desde 2019 até agora, a gente já montou aproximadamente 400 microssistemas de abastecimento. E é isso que, em muitos casos, tem melhorado a qualidade de vida, a qualidade da água em algumas comunidades. Então, esses são trabalhos que a gente consegue fazer. Fora isso, é muito difícil cravar o que vai acontecer no ano que vem com relação à seca, com relação à cheia. O que a gente tem que fazer aqui é montar um sistema em que a gente consiga dar uma resposta o mais rápido possível.“, relatou.

Brigadas

Conforme o chefe do Executivo Estadual, outras ações preventivas estão em andamento, como a realização de reuniões com prefeitos para montar brigadas que possam responder rapidamente às emergências climáticas. Essas medidas visam garantir que o estado esteja preparado para enfrentar eventos climáticos extremos e minimizar os impactos nas comunidades locais.

Embora a previsão climática possa indicar uma estiagem menos severa este ano, a incerteza do que ocorrerá no próximo ano torna essas medidas preventivas essenciais para a resiliência da região.

“Esse ano a previsão é de que a gente não tenha uma cheia tão severa, tão complicada. A expectativa é de que talvez os rios nem consigam atingir os seus níveis normais. Mas a gente tem uma previsão também de que a estiagem desse ano possa se repetir no ano que vem. Mas isso é previsão. E o que a gente tem feito aqui é um trabalho, já visando o ano que vem, inclusive semana que vem, eu vou reunir com os prefeitos para que a gente comece a montar essas brigadas.”, afirmou o governador.

Foto: Leon Furtado

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