A empresa Royal Max do Brasil Indústria e Comércio Ltda, situada na avenida Acará, número 350, Distrito Industrial I, está sob intensa investigação pelas autoridades ambientais. Nesta sexta-feira (20), veio à tona que a empresa também é acusada de receber pagamentos de diversas empresas, incluindo a Bertolini, Amazon Gás, Musashi, Nissim e outras, para o tratamento e descarte correto de resíduos perigosos. No entanto, as investigações revelaram que esses resíduos não estavam sendo eliminados de maneira apropriada.
A suspeita é que a Royal Max do Brasil pagamentos dessas empresas para gerenciar, armazenar e descartar resíduos perigosos gerados em suas operações fabris. Contudo, durante obras realizadas entre 2020 e 2021, a empresa utilizou alguns desses resíduos como material de aterro, incluindo Granalha de ferro, borra de tinta, borra de alumínio, capas de fios e outros contaminantes, sem qualquer tratamento adequado. Essas descobertas surgiram após a divulgação de conversas em um grupo de funcionários no aplicativo WhatsApp, onde o proprietário da empresa, Felix Lee, aparentemente ordenou que seus funcionários usassem esses materiais em projetos de construção em agosto.
Há evidências de que a empresa também estava envolvida em descartes irregulares de vários materiais contaminantes em várias áreas da cidade, de acordo com as autoridades.
Nesta semana, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) emitiu decisão contra a empresa Royal Max em Manaus, suspendendo a licença de operação da mesma, considerando recomendação constante em relatório técnico. Em setembro, a empresa já havia sido interditada e multada em R$ 3,5 milhões por graves crimes ambientais.
As medidas rigorosas foram consequência de sérias infrações ambientais constatadas durante uma fiscalização. A decisão envolve solicitação de licença ambiental.
Na manhã desta sexta-feira, a empresa recebeu uma fiscalização de equipes do IPAAM e da Polícia Ambiental. O objetivo era verificar se a empresa estava cumprindo a determinação da suspensão da operação, o que foi confirmado pelos agentes.

Fotos: Leon Furtado
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