Após Fausto Jr. denunciar nova facção criminosa, vereadores pedem explicações do parlamentar

Deputado estadual denuncia suposta união entre religião evangélica e tráfico de drogas no Amazonas, gerando preocupação entre vereadores da capital.
Redação O Poder
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Manaus | AM

Durante a sessão da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), nesta terça-feira (4), o deputado estadual Fausto Jr. (MDB) denunciou o surgimento de uma possível facção criminosa que mistura uma religião de denominação evangélica com o tráfico de drogas. A fala repercutiu também na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Vereadores querem, agora, que o parlamentar estadual explique as alegações.

Nesta quarta-feira (5), o vereador Mitoso (PTB) usou seu tempo na CMM para comentar o assunto. Ele é membro do Conselho Jurídico da Igreja Assembléia de Deus no Amazonas, e quer que Fausto Jr. preste maiores esclarecimentos em torno da denúncia.

“É grave a acusação. O deputado Fausto Jr. tem que ir à tribuna e ser responsável, dizer quais são as igrejas evangélicas que estão tendo ações e facções criminosas. Ele não pode chegar na tribuna da Assembleia Legislativa e jogar ao vento, como se todas as igrejas fossem farinha do mesmo saco. Então, se ele tem certeza do que está acusando, que ele venha e dê nomes”, disse.

Denúncia

Ao denunciar o surgimento da facção criminosa dentro do âmbito religioso, o deputado citou uma reportagem de um portal de notícias de Manaus, sobre o crescimento do crime organizado no período da pandemia. Na avaliação de Fausto, o “relaxamento” no combate ao crime organizado facilitou o surgimento da suposta organização criminosa.

“A união entre religião e tráfico de drogas era uma hipótese impensável, mas está se tornando realidade no Amazonas. É uma união explosiva, que está recrutando jovens no ambiente evangélico e fortalecendo o tráfico de drogas”, denunciou.

Fausto disse que não citará o nome da nova facção para não divulgar o grupo criminoso. “Sou evangélico e frequento a igreja desde criança. Aviso a todos os jovens evangélicos que o tráfico de drogas não é coisa de Deus”, alertou o deputado.

Ele sugeriu que a Assembleia Legislativa, por meio da comissão de Segurança Pública, realize uma Audiência Pública para discutir o assunto, com o objetivo de encontrar soluções para evitar que a nova facção criminosa se fortaleça no Estado.

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