Os recentes episódios que transtornam a capital amazonense Manaus resultados das intensas chuva causando desbarrancamentos de encostas, alagamento de ruas e avenidas causam muitos sofrimentos a população mais carente nos arrabaldes da cidade. O poder público, a prefeitura e o Estado a cada episódio procuram soluções sem atacar a raiz desses problemas e apresentar soluções para acabar com esses acontecimentos.
Agora, estão de pires nas mãos procurando o apoio do governo federal, atras de recursos financeiros alegando a falta deles para atender pontualmente cada fato. O que demonstra a ausência de programas, de planejamento e investimentos em obras e serviços que tragam solução definitiva para a questão, que se repete a cada ano. É sabido que a urbanização feita por invasões deixa a cidade refém das águas das chuvas.
Quando se analisa os dados da gestão orçamentaria e financeira – no caso do Estado -, se encontra a enorme arrecadação de receitas, ao contrário senso pequenas quantias de recursos são gastos com as funções inerentes a questão. Como exemplo do Estado, em 2022 fechou o ano com arrecadação das receitas correntes totalizando R$ 30.339.4 bilhões de reais, comparativamente com os gastos em URBANISMO representa apenas 1,82%; em SANEAMENTO, 0,97%; em HABITAÇÃO, 0,25% e em GESTÃO AMBIENTAL, 0,36%. Por si só a evidência diz tudo.
Caso se ampliasse a análise aos gastos adjetivos – aqueles com administração e o planejamento -, e os gastos substantivos – aqueles com a execução-, o resultado demonstraria menores participação percentuais efetivas desses gastos, ao se confrontar com a arrecadação total. Fica evidente que não existe prioridade da gestão mesmo com a existência de recursos disponíveis para solucionar a questão. Não foi possível analisar os dados da gestão da Prefeitura por falta de acesso aos dados do exercício de 2022.