Programa Mais Carros

Programa do governo Lula de incentivo à compra de carros novos gera controvérsias e questionamentos sobre seus reais impactos econômicos e ambientais.
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O programa Mais Carros do atual governo Lula é contraditório a sua essência. Se por um lado o meio ambiente é o foco principal desse governo, como ajustar o discurso de proteção ao meio ambiente incentivando produção de veículos a combustão, produtores de poluição ao meio ambiente?

Por outro lado, os pátios das montadoras estão abarrotados de veículos novos pela falta de vendas e os estoques não param de crescer, isto significa prejuízos financeiros relevantes pelo capital investido na produção que não consegue vender. O próprio anuncio do tal programa causou total paralização das vendas dos veículos novos e os usados pela falta de compradores esperando o “carro mais barato”.

As montadoras anunciam a paralização da fabricação dos veículos, demissões e licenças para os operários. O governo não conversou com as montadores antes de anunciar o programa, o fez de maneira açodada sem conhecimentos do que acontece no setor da produção de veículos. Como pode dar certo?

Precisa entender que o preço do produto, qualquer que seja é formado pelo mercado levando em consideração a oferta e a demanda. Quando o governo insiste em interferir no preço acaba em caca. Os exemplos são pródigos em mostrar a realidade – desastre na certa! 

Mas, vamos lá! considerando que 43,4% da população brasileira está endividada, não consegue pagar sua conta de luz, de água e, que a renda média dos trabalhadores brasileiros é de R$ 3.000,00, como irão comprometer parte dessa renda em financiamento do carro com juros mensais de 5%. Se o limite de endividamento permito é de 900 reais (30% do salário). Por exemplo simples, o carro que custe R$ 60.000,00 vai levar em torno de 67 anos para ser quitado.

Mais uma incongruência desse governo, o programa pode beneficiar a classe média – tão execrada pelo petista na campanha eleitoral-, agora beneficiada, entendeu a idiossincrasia da tergiversação nas narrativas petistas!

Joaquim Corado 

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