Eleições na Argentina: Uso de IA foi alternativa para conquistar eleitores

Disputa acirrada entre candidatos promete definir novo rumo político na Argentina, em meio à grave crise econômica do país.
Redação O Poder
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Os eleitores argentinos participam das eleições presidenciais neste domingo (19) em meio à disputa mais acirrada das últimas décadas. Os principais concorrentes são o peronista Sergio Massa, atual ministro da Economia da União Popular, e o oposicionista ultraliberal Javier Milei, do partido A Liberdade Avança.

A eleição é crucial para o futuro do país, que enfrenta uma das piores crises econômicas de sua história, com uma inflação superior a 140%. Independentemente do resultado, este pleito marca, segundo especialistas, o fim de uma era na Argentina, encerrando o período do kirchnerismo iniciado há 20 anos com a eleição de Nestor Kirchner.

Incerteza até o ‘último instante’

A disputa é marcada pela incerteza, já que as pesquisas indicam um empate técnico entre Massa e Milei, com leve vantagem para o candidato ultraliberal. No primeiro turno, Massa surpreendeu ao obter 36,68% dos votos, enquanto Milei ficou em segundo com 29,98%. Esta é apenas a segunda vez desde 1994 que a Argentina realiza um segundo turno, adicionando um elemento de imprevisibilidade ao processo eleitoral.

Os eleitores enfrentam um clima de medo e raiva, com índices de rejeição superiores a 50% para ambos os candidatos. Na campanha do segundo turno, Milei adotou um tom mais moderado, evitando discursos polêmicos, enquanto Massa buscou se distanciar das críticas às políticas econômicas do governo.

Personalidades da cultura e da política manifestaram apoio aos candidatos, como o ator Ricardo Darín, que apoia Massa, e o escritor Mário Vargas Llosa, Nobel de Literatura, que está ao lado de Milei, juntamente com ex-presidentes de países latino-americanos de direita.

Uso de IA

Uma novidade nesta campanha eleitoral foi o amplo uso da inteligência artificial. A proposta foi a utilização de robôs para conquistar eleitores ou difamar o concorrente, adicionando uma dimensão tecnológica ao cenário político argentino.

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