A pastora Thereza Helena Oliveira Souza Sena, investigada por participação nos atos em 8 de janeiro, solicitou ao Supremo Tribunal Federal a remoção da tornozeleira eletrônica devido a necessidade de tratamento para esclerose múltipla. O ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso, aprovou o pedido temporariamente. Além de Thereza, outros envolvidos no ato de janeiro em Brasília buscaram o ministro para questões variadas, como mudança de endereço e permissão para participar de concurso público. Esses pedidos foram necessários devido às condições de liberdade vigiada, incluindo o uso de tornozeleira.
Thereza, especificamente, precisava remover o dispositivo para realizar exames médicos. O ministro Moraes concordou com a remoção temporária, exigindo que ela reinstale o dispositivo após os exames. Na semana anterior ao Natal, Alexandre de Moraes tomou diversas decisões relacionadas a pedidos dos investigados pelos eventos de 8 de janeiro. As solicitações incluíam a retirada temporária da tornozeleira ou ajustes na área de cobertura do dispositivo. Por exemplo, Lilia Cristina de Rezende pediu mudança devido à troca de residência, e Marilete Pires Cabreira solicitou autorização para viajar para um concurso público. Moraes aprovou esses pedidos, pedindo detalhes adicionais sobre as datas do concurso.
Por outro lado, o pedido de Altino Pereira Bispo para se deslocar por 30 dias foi negado pelo ministro, que considerou a justificativa insuficiente e genérica. Altino alegou necessidade de deslocamento para trabalho como eletricista, mas não forneceu detalhes específicos.
Essas decisões ocorreram durante o período de plantão do STF, quando os ministros lidam apenas com casos sob sua relatoria, como é o caso de Moraes com os inquéritos dos ataques de janeiro.
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