Venezuela mobiliza tropas em resposta ao envio de um navio de guerra britânico para a Guiana

Tensão entre Venezuela e Reino Unido após envio de navio de guerra britânico para a Guiana, em meio a disputa territorial pela região de Essequibo.
Redação O Poder
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Mais de 5.600 militares venezuelanos iniciaram exercícios militares por ordem do líder Nicolás Maduro, em reação ao que ele descreveu como uma “provocação e ameaça” do Reino Unido. Esta ação segue o envio de um navio de guerra britânico para a Guiana, no contexto de uma longa disputa territorial. Maduro anunciou a mobilização em um pronunciamento transmitido por rádio e TV, destacando o patrulhamento de navios e aeronaves militares na área do Caribe Oriental e na costa atlântica da Venezuela.

O governo venezuelano, através de um comunicado oficial, expressou forte oposição à presença do navio britânico, alegando que viola acordos prévios com a Guiana sobre a região de Essequibo. Essa área, rica em recursos naturais como petróleo e explorada principalmente pela empresa americana Exxon Mobil, tem sido um ponto de tensão entre a Venezuela e a Guiana desde o período colonial. Recentemente, um referendo na Venezuela indicou apoio popular à anexação desse território.

No entanto, em 15 de dezembro, Maduro e o presidente da Guiana, Irfaan Ali, concordaram em uma reunião em São Vicente e Granadinas em resolver a questão de Essequibo pacificamente, sem recorrer à força. A presença do navio de guerra britânico próximo à costa da Guiana, contudo, levou a Venezuela a iniciar uma demonstração de força militar.

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