O deputado estadual Wilker Barreto, filiado ao partido Cidadania, anunciou nesta quinta-feira (04) sua disponibilidade para concorrer à Prefeitura de Manaus nas eleições de 2024. A declaração veio após o deputado federal Amom Mandel, também membro do Cidadania, afirmar que não seria pré-candidato ao cargo de prefeito da cidade. Barreto compartilhou essa informação por meio de um vídeo em suas redes sociais, onde expressou sua intenção de se candidatar ao cargo.
Ele afirmou que, com o posicionamento de Amom Mandel, se sentiu na obrigação de colocar seu nome à disposição da legenda.
“De forma muito espontânea e de coração aberto, quero, oficialmente, colocar o meu nome à disposição do meu partido, o Cidadania, para ser pré-candidato à Prefeitura de Manaus. É de conhecimento que o colega Amom, há poucos dias, desistiu da candidatura. O partido tinha preferência pelo nome do Amom e eu respeitei isso, mas na medida que ele desistiu, me sinto na obrigação de colocar o meu nome à disposição”, declarou.
Vale ressaltar que Mandel esclareceu publicamente que nunca declarou oficialmente “eu desisto”, refutando interpretações equivocadas sobre sua participação na disputa eleitoral.
Formação
Wilker Barreto tem formação em Economia pela Universidade Federal do Amazonas, mestrado em Sustentabilidade e Meio Ambiente, e é doutorando em Administração. Ele já cumpriu três mandatos como vereador por Manaus e foi presidente da Câmara Municipal da capital, além de seu atual mandato como deputado estadual de oposição.
“Acredito que tenho preparo, experiência e formação acadêmica para poder ajudar a transformar Manaus, a cidade onde nasci, em uma cidade melhor. Espero ter essa oportunidade, de fazer um grande debate com os outros colegas candidatos, para que Manaus possa ter o melhor nome”, concluiu na postagem em vídeo.
Investigado
Durante seu mandato como presidente da Câmara Municipal, Barreto esteve envolvido em situações que levaram a investigações por parte do Ministério Público do Amazonas (MP-AM). Uma das investigações mais significativas diz respeito à suspeita de fraude na compra de projetores pela CMM. A investigação, iniciada em 2018, incluiu alegações de falsificação de documentos, uso de documentos falsos e prática de sobrepreço na transação.
Além disso, Barreto também foi alvo de suspeitas relacionadas a um contrato de R$ 2,4 milhões estabelecido com a microempresa de Cyro Batará, que foi considerado superfaturado. O contrato era para serviços que, segundo avaliações do mercado, não deveriam custar mais de R$ 20 mil por mês, mas foi firmado por um valor significativamente maior.
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