Entre março e dezembro de 2023, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva bloqueou 8,4 milhões de benefícios do Bolsa Família, representando 40% do total de famílias cadastradas no programa em todo o país (21 milhões).
A revisão detalhada dos cadastros iniciada em março identificou inconsistências, especialmente no aumento significativo de famílias unipessoais, passando de 15 milhões em outubro de 2021 para 22 milhões em dezembro de 2022, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).
Os cortes atingiram principalmente famílias formadas por uma única pessoa, totalizando 7,1 milhões de benefícios cortados. A revisão foi conduzida pela Controladoria-Geral da União (CGU), visando corrigir duplicidades, uma vez que pessoas da mesma família, muitas vezes pobres, estavam recebendo benefícios de forma duplicada.
O Bolsa Família destina-se a famílias com renda per capita de no máximo R$ 218 mensais. O benefício mínimo é de R$ 600 por família, com acréscimos de R$ 150 por criança até 6 anos e de R$ 50 para gestantes, crianças e adolescentes até 18 anos.
*Com informações da Revista Oeste
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