O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão, tem se explicado desde terça-feira (23) sobre o caso Marielle Franco. Segundo o que vazou da suposta delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, Brazão teria sido mencionado como mandante da morte da ex-vereadora. A Polícia Federal não confirma a existência do acordo.
Em entrevista ao portal UOL, nesta quarta-feira (24), Brazão negou qualquer relação com os assassinatos da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em 14 de março de 2018, negou também seu envolvimento nas mortes e disse que nem sequer conhecia Marielle na época do crime.
Ele também afastou a ideia que cita uma relação entre ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Fui vereador com a Rogéria Bolsonaro [ex-mulher de Jair Bolsonaro], depois fui deputado por alguns anos, depois chegou o Flávio Bolsonaro. Conheço o presidente Bolsonaro. Não sou, assim, próximo do presidente, nem politicamente aliado ao presidente, mas conheço o presidente Bolsonaro, conheço a sua família”, disse Brazão.
Imagens de Brazão em campanha por Dilma Rousseff na eleição de 2010 circulam nas redes sociais desde o vazamento da delação. Eduardo Cunha, que se tornaria, anos depois, um dos maiores algozes de Dilma, também aparece nos registros.
Além disso, circulam também imagens de seu irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão (União-RJ), apoiando a família Bolsonaro em 2022, em comícios ao lado de Flávio Bolsonaro, hoje senador pelo Rio de Janeiro.
A concessão de passaporte diplomático para Chiquinho e sua família levantou questionamentos sobre o envolvimento de Domingos Brazão no caso Marielle. No entanto, Chiquinho e seus familiares receberam o benefício porque ele é concedido a todos os parlamentares.