O deputado Amom Mandel (Cidadania) insiste em que a abordagem das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) teve relação com uma denúncia feita por ele à Polícia Federal. Ele afirma que sua decisão de concorrer à prefeitura de Manaus foi motivada por suposta tentativa de intimidação e clamor popular.
“Tentaram me intimidar, fizeram um jogo sujo ali com algumas questões familiares, questões que eu acharia mesmo que não venha ao caso aqui, mas eu tomei uma decisão e decidi enfrentar tudo isso agora em janeiro, depois do estopim que aconteceu no dia 4 de janeiro de 2024. Acho que não dá para se acovardar diante de pessoas que jogam sujo na política e se eu não colocar o nome à exposição eu vou estar ali sendo covarde e deixando essas pessoas dominarem a cidade de Manaus e o estado do Amazonas.”, declarou o deputado durante entrevista no programa “Manhã de Notícias, da Rede Tiradentes, nesta segunda-feira (26).
Segundo informações de bastidores, há fortes indícios de que a abordagem policial não teve relação com a denúncia feita por Amom Mandel. Essas informações corroboram a declaração do secretário da Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), que concluiu que Amom Mandel tentou criar uma cortina de fumaça com narrativas contra a SSP-AM.
Embate com a polícia
No início de janeiro deste ano, Amom afirmou nas redes sociais que foi vítima de uma tentativa de intimidação após fazer uma denúncia grave contra a alta cúpula da Segurança Pública do Amazonas. Ele fez tais afirmações após ter o carro abordado por uma equipe da Rocam na zona Leste de Manaus.
Posteriormente, o secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Vinicius Almeida, afirmou que o parlamentar havia criado uma cortina de fumaça com narrativas contra a SSP-AM. “E essa cortina de fumaça avança inclusive me atacando, dizendo que em algum momento seria criminoso ou algo do tipo.”, mencionou o coronel.
Em coletiva de imprensa no dia 6 de janeiro deste ano, Coronel Vinicius destacou que o deputado federal Amom Mandel agiu com abuso de autoridade e humilhou os policiais que estavam cumprindo seu dever naquela noite, aproveitando-se de seu cargo parlamentar.
Na ocorrência, Amom chegou a dar voz de prisão para oficiais da PM e estava “intransigente”, segundo o secretário.
Na oportunidade, o secretário da SSP-AM reiterou seu compromisso com a transparência e a verdade dos fatos sem buscar criar um fato político.