Nesta terça-feira (27), a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou um inquérito da Operação Lava Jato relacionado ao deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG). O inquérito investigava suspeitas de corrupção passiva durante o período em que Aécio ocupou o cargo de governador de Minas Gerais (2010-2012) e quando foi senador pelo mesmo estado.
As acusações surgiram a partir da delação premiada de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, que afirmou que Aécio teria recebido propinas em troca de influência política, especialmente em assuntos relacionados aos interesses da empreiteira. Um dos pontos investigados era a suposta influência de Aécio na manutenção do presidente da Companhia Energética Minas Gerais (Cemig) e em contratos ligados ao programa Luz Para Todos.
O inquérito foi arquivado devido à falta de provas suficientes de crime, de acordo com a decisão dos ministros. O ministro Gilmar Mendes propôs o encerramento da investigação, alegando falta de elementos para continuar, e sua sugestão foi aceita pelos colegas.
Aécio Neves destacou que isso demonstra a infundamentação das acusações contra ele. Este não foi o primeiro inquérito relacionado a Aécio a ser arquivado pela Segunda Turma do STF.