O deputado estadual Wilker Barreto resolveu se filiar ao Partido da Mobilização Nacional (PMN), que tem histórico de pertencimento à esquerda e base socialista e, atualmente, é chamado de Mobiliza 33. Um dos registros é que o PMN integrou a coligação “Lula Presidente” em 2002. A legenda também já fez parte de blocos de esquerda em alguns estados.
A filiação do parlamentar gerou um debate sobre a questão ideológica.
Em um video recentemente publicado em uma rede social, Wilker Barreto falou sobre suas ideias políticas, ressaltando que sempre vota em candidatos de direita e nunca na esquerda. Ele disse que sua escolha não é pessoal, é baseada em suas ideias. O deputado afirmou que acredita no capitalismo e respeita quem pensa diferente, mas não gosta de extremismos. Ele prometeu que continuará apoiando a direita em 2026.
A análise do cientista político Anderson Fonseca sobre a questão destaca a natureza pragmática da política brasileira, onde as movimentações muitas vezes são mais orientadas pela conveniência do que por convicções ideológicas.
“Eu penso que ele se filiou, pensando muito mais na questão da janela, né? A questão de um partido que possa dar aí uma possibilidade de uma candidatura, ou de melhor, se posicionar no xadrez eleitoral desse ano. Há uma movimentação que é muito mais de ordem prática do que propriamente de ordem ideológica, no que diz respeito à filiação dos candidatos.”, comentou o analista.
Wilker saiu do Cidadania, partido pelo qual o deputado federal Amom Mandel lançou sua pré-candidatura no final de fevereiro deste ano.
Além da mudança de time, o deputado anunciou em uma rede social que o lançamento de sua pré-candidatura a prefeito de Manaus ocorrerá no próximo sábado (9).