Com o declínio na popularidade do governo Lula, todo mundo briga e todos têm razão, trocando acusações de falta de resultados ou por falhas grotescas de atuação. Entre os mais criticados no PT e no Planalto estão os titulares do Empreendedorismo e Microempresa, Márcio França (PSB) que petistas chamam impiedosamente de “microministro”, e Ricardo Lewandowski (Justiça), pela incapacidade de resolver a fuga vexatória do presídio federal de “segurança máxima” de Mossoró, de sua jurisdição.
Padrinho de Márcio França, o vice e ministro Geraldo Alkmin (Indústria) é acusado de “inércia” por petistas paulistas ligados a Fernando Haddad.
A lista de ministros criticados é longa e inclui Waldez Goes (Integração) e André de Paula (Pesca), desconhecidos até dentro do governo.
Deputados do PT dizem também que o Brasil ignora o que fazem Renan Filho (Transportes) e Luciana Santos (Ciência e Tecnologia).
O PT se divide quanto a Sonia Guajajara, recordista no uso de jatinhos: pouco faz, mas o cocar grudado na cabeça a torna “midiática” no exterior.
Enquanto os cofres públicos sangram para bancar tentativa de cessar constrangimento do governo Lula para capturar, sem sucesso, dois presos que meteram o pé do presídio federal de “segurança máxima”, outros 327.866 bandidões seguem a vida sem o incômodo de operações cinematográficas, como a armada em Mossoró (RN). De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça, este é o número de mandados de prisão ou internação que seguem esperando por cumprimento.
O mandado mais antigo é do Pará e data de 08/07/1971. São 52 anos dando baile nas autoridades em fuga sem cumprir 8 anos por roubo.
São Paulo lidera, em número bruto, o número de mandados em aberto, 57,4 mil. Roraima é o estado com menor número, 1.864.
Só no Rio Grande do Norte, governado pela petista Fátima Bezerra, são mais de 5,7 mil mandados em aberto. Só em Mossoró são 584 fugitivos.
*Com informações do Diário do Poder