União Brasil expulsa deputado acusado de mandar matar Marielle

Decisão unânime do partido após prisão do deputado federal Chiquinho Brazão, acusado de envolvimento no assassinato de Marielle Franco.
Redação O Poder
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O partido União Brasil tomou a decisão unânime de expulsar o deputado federal Chiquinho Brazão (RJ) após sua prisão neste domingo (24), sob suspeita de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco em 2018. A reunião da Executiva Nacional, originalmente agendada para terça-feira (26), foi antecipada para a noite deste domingo por meio de videoconferência.

Chiquinho Brazão já havia solicitado desfiliação do partido no ano anterior, mas o Tribunal Superior Eleitoral ainda não havia se pronunciado sobre o pedido. Ele e seu irmão, Domingos Brazão, foram presos durante a Operação Munder Inc. O ex-chefe da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, também foi preso.

As investigações da Polícia Federal apontam que o trio encomendou o assassinato de Marielle Franco ao ex-PM Ronnie Lessa, após ela se opor à expansão da milícia em áreas da Zona Oeste do Rio de Janeiro, reduto político do clã Brazão.

A operação conclui as investigações sobre o assassinato de Marielle Franco e ocorre após Ronnie Lessa fazer um acordo de colaboração premiada, implicando Chiquinho, Domingos e Rivaldo como os autores intelectuais do crime.

Na próxima semana, o plenário da Câmara dos Deputados decidirá se valida a prisão de Chiquinho Brazão, conforme determina a Constituição, que exige que parlamentares tenham seus processos analisados pelos colegas em caso de prisão.

O PSOL apresentou um pedido de cassação do mandato de Brazão, argumentando que sua permanência na Câmara é prejudicial à imagem do Parlamento Brasileiro.

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