Alfredo Nascimento divide a direita no Amazonas e favorece candidatura de David Almeida

Divisão na direita política no Amazonas pode favorecer a candidatura de David Almeida à prefeitura de Manaus.
Redação O Poder
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A divisão na direita política no Amazonas é uma realidade, e um dos principais catalisadores desse cenário é a figura de Alfredo Nascimento, presidente estadual do Partido Liberal (PL) no estado.

Com a saída do Coronel Alfredo Menezes do PL, Nascimento emerge como um protagonista que atende aos interesses do prefeito David Almeida. Sua movimentação pode ter repercussões significativas nas alianças e nas estratégias eleitorais no estado. A articulação tende a fortalecer a candidatura de reeleição do atual prefeito de Manaus.

A movimentação também ocorre em um momento em que a unidade dentro da direita é crucial para enfrentar os desafios eleitorais e consolidar bases de apoio. Na última sexta-feira (22), o PL fez o lançamento oficial da pré-candidatura do partido à prefeitura de Manaus. No entanto, o Coronel Alfredo Menezes não foi escolhido como pré-candidato a vice-prefeito. Ou seja, não houve lançamento de uma chapa puro-sangue da sigla, composta por Alberto Neto e pelo militar da reserva do Exército, como vinha sendo ventilado.

O presidente estadual do PL-AM, Alfredo Nascimento, argumentou a importância de manter abertas as negociações e não fechar as portas para possíveis parceiros políticos, buscando agregar forças para fortalecer a candidatura.

Inclusive, a ausência do Coronel Menezes no evento pode ter sido motivada pela falta de convite pessoal ou contato direto por parte do PL ou de Alberto Neto.

O compadre de Bolsonaro, buscando uma nova filiação partidária após o veto de Nascimento, estaria se aproximando do governador Wilson Lima e confirmou presença no evento de lançamento da pré-candidatura de Roberto Cidade pelo partido União Brasil, na noite desta segunda-feira. Sua presença na posse de Roberto Cidade como presidente do União Brasil Manaus também foi destacada, ao lado do governador Wilson Lima.

Expulsão

Menezes se mantinha no PL devido a uma liminar judicial, e a falta de solicitação do partido para suspender sua expulsão indica que a suposta “união da direita” foi apenas uma estratégia para ganhar tempo.

O político acionou as esferas judicial e administrativa, no final de agosto do ano passado, contestando a decisão da Comissão Municipal do PL de expulsá-lo da sigla após desentendimentos como Alberto Neto, o presidente municipal da legenda.

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