O General Richard Nunes, futuro chefe do Estado-Maior do Exército, contrariou a Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira, 25, ao negar qualquer ingerência política na indicação do delegado Rivaldo Barbosa, preso sob suspeita de planejar a morte da vereadora Marielle Franco, como chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
“A responsabilidade é minha, de mais ninguém”, afirmou o general em entrevista ao jornal Estadão.
Conforme o general, o nome de Rivaldo Barbosa para a chefia da Polícia Civil foi sugerido pelo setor de inteligência do Comando Militar do Leste (CML), em uma lista com cinco nomes.
Richard Nunes nomeou Rivaldo Barbosa quando estava como secretário de Segurança na intervenção de 2018 no Rio. A versão contraria o relatório final da PF sobre o assassinato de Marielle Franco, que indica que Rivaldo ocupou o posto por “ingerência política”.
Segundo Nunes, Rivaldo tinha “uma folha de serviço prestado bastante considerável” e era considerado “um nome respeitado e que foi muito bem aceito por toda a sociedade” à época.