Em fevereiro deste ano, as finanças do governo sob a liderança de Lula registraram um déficit primário de R$ 58,44 bilhões, segundo dados divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional na terça-feira (26). Este resultado, que se verifica quando as despesas excedem as receitas, alcançou o maior nível desde 1997, suscitando preocupações sobre a estabilidade financeira do país.
A receita federal, entretanto, alcançou um recorde para o mês, com uma arrecadação de R$ 186,5 bilhões, o maior valor em três décadas. Apesar desse aumento de receita, as despesas do governo continuaram a ultrapassar as entradas de dinheiro, colocando em xeque os esforços para alcançar um equilíbrio orçamentário.
Uma das causas principais desse déficit foi o pagamento de R$ 30 bilhões em precatórios, evidenciando a carga que as decisões judiciais representam para os cofres do Estado.
Quanto às metas de resultado fiscal, a Secretaria do Tesouro Nacional indicou que, nos primeiros dois meses do ano, houve um superávit primário de R$ 20,94 bilhões. Porém, essa quantia mostra um retrocesso em comparação ao mesmo intervalo do ano passado, quando o superávit foi de R$ 38,29 bilhões, destacando a necessidade premente de ações para frear o crescimento do déficit e melhorar a situação fiscal do país.