Em Manaus, o Padre Kelmon lançou diversas críticas ao governo de Lula, caracterizando-o como um “desgoverno” que falha em apresentar um projeto claro para o país. Em suas palavras, o presidente parece sofrer de “bolsonarofilia”, com a mídia focada constantemente em Bolsonaro enquanto o país enfrenta problemas sérios. Ele participou do lançamento da pré-candidatura do líder do Movimento Conservador Amazonas, Sérgio Kruke (PL-AM), na noite desta quarta-feira (3).
“Perseguir Bolsonaro, falar mal de Bolsonaro, criticar Bolsonaro, Bolsonaro, Bolsonaro. Então o governo se resume em Bolsonaro. Ele não apresentou um projeto de governo ainda, o país está como um navio sem capitão”, afirmou o Padre Kelmon, destacando a falta de direção do atual governo.
O padre ressaltou que a ausência de um projeto de governo se reflete na economia estagnada e na falta de soluções para questões cruciais. “O país está como um navio sem capitão, a economia não avança, o trabalho não chega”, lamentou.
Kelmon alertou para o aumento significativo nos preços dos alimentos, exemplificando com o espantoso preço de R$12,99 por quilo de banana, o que evidencia a perda do poder de compra dos salários. “Quer dizer, o salário perdeu seu poder de compra, não adianta dar R$10, R$5, R$70, R$100 a mais no salário, se você não consegue mais comprar as mesmas coisas”, observou.
Além disso, ele ressaltou a deterioração econômica, apontando para a perda do superávit e o aumento da dívida do país
O pré-candidato à prefeitura de São Paulo (SP) comparou a gestão de Lula aos mandatos anteriores, sugerindo que o presidente falhou em manter a estabilidade econômica e financeira deixada por seus predecessores. “Então não sabe governar, não sabe administrar, mas apenas sabe recordar o presidente anterior e criticar. Só o que sabe”, concluiu Padre Kelmon.
Bate-boca com Lula em debate
Em setembro de 2022, durante um debate televisivo protagonizado pelo candidato do PTB à presidência, Padre Kelmon, e Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, houve um intenso confronto que resultou no corte dos microfones. Kelmon chamou Lula de “abortista”, acusando-o de promover o aborto, enquanto Lula o chamou de “Padre fariseu”. Durante o debate, Kelmon questionou Lula sobre casos de corrupção envolvendo pessoas próximas a ele, sendo interrompido várias vezes por Kelmon, o que violou as regras do evento. Lula retaliou chamando Kelmon de “laranja” e questionando sua legitimidade como padre. O bate-boca acalorado culminou no corte dos microfones.