Na noite de sábado, Elon Musk, proprietário do X (anteriormente conhecido como Twitter), anunciou planos de restabelecer no Brasil o acesso a contas que foram suspensas por determinação do Supremo Tribunal Federal ou do Tribunal Superior Eleitoral. A notícia foi recebida com entusiasmo por figuras conservadoras e de direita, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e parlamentares.
Bolsonaro, aproveitando a ocasião, republicou um vídeo de seu encontro anterior com Musk, sem mencionar diretamente o anúncio, mas elogiando o magnata como o “mito da nossa liberdade”.
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), conhecido por sua presença ativa nas redes sociais, destacou-se entre os políticos que reagiram ao anúncio. Van Hattem compartilhou várias mensagens e um vídeo do jornalista Michael Shellenberger, que tem sido uma figura central na divulgação dos chamados “Twitter Files”.
Shellenberger, que já morou no Brasil e fala português, comentou sobre o estado da democracia no país, afirmando que “o Brasil está à beira da ditadura” e acusando o presidente Lula de avançar em direção ao totalitarismo.
Além disso, van Hattem publicou um áudio de uma conversa sua com Shellenberger, envolvendo também personalidades como Ana Paula Henkel e Hélio Beltrão.
Outra voz crítica, Deltan Dallagnol, ex-procurador da Operação Lava Jato e ex-deputado federal, se posicionou contra a defesa da regulamentação das redes sociais pelo advogado-geral da União, Jorge Messias.
Dallagnol contestou os argumentos de Messias, defendendo que muitos dos conteúdos removidos pelo TSE eram opiniões, não fatos, e criticou a criação do termo “desordem informacional” para justificar censura.
Ele também argumentou contra o fechamento completo de contas baseado em postagens específicas, comparando essa prática a formas de censura prévia não amparadas legalmente no Brasil.
Com informações da Gazeta do Povo