Deputada denuncia servidor do Incra acusado importunação sexual e cobra prisão dele

Deputada cobra prisão de servidor do Incra acusado de importunação sexual contra três mulheres em supermercado de Manaus.
Redação O Poder
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A deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos), procuradora da Mulher na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em tribuna nesta quarta-feira (24), exigiu a prisão de Antonio Ednelson Lopes, servidor do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), suspeito de importunação sexual contra três mulheres em um supermercado no bairro Parque Dez de Novembro, zona centro-sul de Manaus.

O momento, ocorrido no sábado (20) foi capturado pelas câmeras de segurança do estabelecimento. Uma das vítimas relatou ter sofrido ataques misóginos após o ocorrido.

As imagens mostram duas das vítimas observando o balcão de uma lanchonete dentro do supermercado, quando o suspeito, vestindo uma camisa cinza, se aproxima por trás e toca nas nádegas delas. Em seguida, o homem repete a ação com outra mulher, que estava mexendo em um celular. Ao perceber a investida do suspeito, a vítima virou-se e chegou a empurrá-lo.

A denúncia chegou ao conhecimento da deputada no domingo (21), através das redes sociais. Uma das três vítimas, é uma professora, de 36 anos, registrou um Boletim de Ocorrência (BO) no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Posteriormente, o caso foi encaminhado para a equipe do 12º DIP, responsável pela região.

Campelo enfatizou que crimes de importunação sexual podem ocorrer em qualquer lugar e instou as autoridades a tomarem medidas. A Polícia Civil do Amazonas está investigando o caso, e as vítimas são encorajadas a denunciarem tais crimes.

“As pessoas não têm vergonha de atacar as mulheres em público. Isso é um absurdo, que um homem se sinta à vontade para fazer esse tipo de coisa. Esse homem foi levado para a delegacia e pasmem, não foi feito flagrante, ele não foi preso em flagrante, depois de ter importunado três mulheres. Isso é crime, importunação sexual é crime. Eles passam a mão, daqui a pouco eles agarram a força e se a mulher tiver sozinha eles estupram”, disse ela.

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