Enquanto potássio é defendido em evento nos EUA, MPF mais uma vez tenta barrar exploração no AM

Potássio é defendido em evento nos EUA enquanto MPF tenta barrar exploração no Amazonas.
Redação O Poder
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Nesta terça-feira (14), na quarta edição do Lide Investment Forum em Nova York, a questão da necessidade de nacionalizar a produção de fertilizantes foi o centro das atenções. O foco foi a defesa da exploração de potássio no município de Autazes, no interior no Amazonas.

Enquanto representantes do agronegócio destacam a importância estratégica da exploração para a autonomia alimentar do Brasil, ressaltando a crise atual decorrente das tensões geopolíticas, o Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas, em uma ação na justiça, pediu nessa segunda-feira (13) a suspensão da licença de instalação concedida ao projeto pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

O órgão alega que obras autorizadas incidem sobre terras indígenas e representam risco ambiental para a região, “sem que todos os estudos tenham sido realizados da forma adequada”, e solicita que o processo seja encaminhado ao Ibama para uma análise mais detalhada.

No evento nos EUA, defensores do projeto, como o governador do Amazonas, Wilson Lima, e a ex-ministra da Agricultura Katia Abreu, enfatizaram os benefícios econômicos e logísticos da exploração local de potássio, destacando a redução das emissões de carbono em comparação com a importação do insumo da Rússia.

Em evento nos EUA, Wilson apresenta potencial do AM para exploração verde do potássio

A Potássio do Brasil ainda não se pronunciou sobre a nova ação do MPF.

Projeções

Orçado em US$ 2,5 bilhões, o Projeto Autazes prevê uma produção anual de 2,2 milhões t/ano de cloreto de potássio, que contribuirá para amenizar a dependência brasileira de importações, já que corresponderá a aproximadamente 20% do que é atualmente consumido no Brasil.

A previsão da empresa é que, durante as obras de implantação do empreendimento, deverão ser gerados cerca de 2.600 empregos diretos, enquanto a fase de operação vai requerer aproximadamente 1300 pessoas, prevendo-se, ainda, a geração de 14 mil empregos indiretos.

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