Durante um encontro com empresários do setor do aço, o presidente Lula (PT) expressou uma controversa satisfação com os recentes reveses da Boeing, empresa norte-americana de aeronaves.
Segundo Lula, o “desastre” que foram as quedas dos modelos 737 Max, resultando na trágica perda de 346 vidas, teria, de certa forma, beneficiado a indústria aeronáutica brasileira, evitando a venda da Embraer para o grupo americano.
Ele abordava temas que variavam desde o crescimento econômico brasileiro até a reconstrução do Rio Grande do Sul após uma significativa tragédia climática.
“Esse país vai voltar a crescer e junto com o crescimento desse país, a indústria do aço. Para isso, é preciso fazer crescer a indústria automobilística, é preciso fazer crescer a indústria da construção civil, é preciso voltar a crescer a indústria naval, é preciso voltar a Embraer a vender mais avião. Outro dia a Embraer era uma empresa quase quebrada, foi vendida para a Boeing. Ainda bem que a Boeing teve um desastre e não quis mais a Embraer. Ela [Embraer] agora voltou a ser ‘coqueluche’ no mundo da aviação”, afirmou Lula com ar de riso.
Em outro trecho da reunião, ao comemorar a abertura do mercado, Lula disse que o Brasil tem tanta credibilidade que está vendendo até o que não tem.
“Vocês sabem quantos mercados foram abertos nesses 15 meses para exportação dos produtos agrícolas brasileiros? 106 novos mercados em apenas 15 meses. Nós estamos vendendo até coisas que não temos de tanto que as pessoas acreditam que a gente tem”, comentou.