A Justiça Eleitoral suspendeu a certificação de Wagner Oliveira Nunes (Republicanos) e Irmão Max (PP) como prefeito e vice-prefeito eleitos, respectivamente, na eleição suplementar realizada em Alto Alegre. A decisão, assinada pela juíza Sissi Schwantes nesta segunda-feira (20), é resultado de uma Ação Judicial de Investigação Eleitoral (Aije) ajuizada pelo MDB.
O partido acusa os candidatos de abuso de poder político e econômico, corrupção e fraude eleitoral durante a campanha. De acordo com a ação, os acusados teriam utilizado funcionários do governo estadual, pagando-lhes diárias não autorizadas durante período proibido, para promover suas campanhas políticas.
A ação também aponta a promessa de entrega de bens e serviços públicos em troca de dinheiro. A decisão judicial destaca a apreensão de R$ 50 mil com o motorista do senador Mecias de Jesus (Republicanos), que apoiou a campanha de Wagner Oliveira, no dia 25 de abril. O juiz observou que a apreensão ocorreu na mesma data designada para um comício por Wagner, conforme comunicado ao cartório eleitoral no dia anterior.
“Coincidentemente, na data designada para o comício do candidato, conforme comunicação enviada ao cartório eleitoral no dia anterior. Portanto, é muito provável que o referido parlamentar tenha se deslocado àquele município na mesma data para participar do evento em questão. E causa no mínimo estranheza, se não outra coisa, o fato de membros de sua comitiva estarem carregando uma quantidade tão grande de dinheiro, ou melhor, em espécie, naquela mesma ocasião“, destacou o magistrado.
Caso a decisão seja confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR), Alto Alegre poderá realizar eleições indiretas.