Bancada evangélica continua na defesa do PL do aborto

Parlamentares evangélicos e católicos intensificam campanha pela aprovação do projeto de lei que torna aborto após 22 semanas ilegal.
Redação O Poder
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Deputados da Frente Parlamentar Evangélica e da Frente Parlamentar Católica reforçaram, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (19), o apoio ao projeto de lei que classifica o aborto em gestações com mais de 22 semanas como homicídio.

A manifestação dos congressistas ocorreu após a determinação do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), de formar uma “comissão representativa” para debater o tema em agosto, postergando uma votação imediata na Casa.

Durante o evento, mais de dez parlamentares defenderam entusiasticamente o projeto. Sargento Fahur (PSD-PR) afirmou que “o inferno se levantou contra o projeto, os demônios saíram do inferno contra o projeto”, enquanto Franciane Bayer (Republicanos-RS) declarou que “nunca vamos defender o assassinato dos inocentes, estamos aqui para defender as vozes dos bebês”.

Os deputados enfatizaram não ser a favor dos estupradores e apoiaram penas mais severas para os agressores sexuais, mas reiteraram sua posição contra o aborto para as grávidas vítimas de estupro.

Silas Malafaia, pastor presente no evento, argumentou que a vida é o principal direito e defendeu que “se você mata uma vida que está pronta para viver, o que é?” ao referir-se ao aborto após 22 semanas.

O autor do projeto de lei, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), reconheceu a possibilidade de alterações no texto, mas afirmou que “não abriremos mão do cerne do projeto, de defender a vida do bebê”.

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