O contrato, firmado entre a Semulp e uma empresa responsável pela remoção e cremação de cadáveres de animais pelo período de 12 meses, está estimado em R$ 15,5 milhões. A empresa deverá prestar serviços para a remoção e cremação de 7.500 animais, com um valor unitário de R$ 2.075,00 por serviço.
O requerimento foi apresentado pelo vereador Rodrigo Guedes (Progressistas), que solicitou a presença do secretário para explicar os custos do serviço. Eduardo Alfaia (Avante), líder do executivo, tentou barrar a convocação.
“O requerimento do nobre vereador está pedindo informações. Gostaria de sugerir à base que derrubássemos o requerimento, porque o secretário Sabá Reis é alguém que acorda muito cedo, trabalha bastante, e tirá-lo desse tempo para vir à Casa prestar informações sobre esse questionamento não seria produtivo. Ele se coloca à disposição para enviar todas essas informações diretamente ao protocolo da presidência da Casa para sanar qualquer dúvida do nobre vereador,” argumentou Alfaia.
O parlamentar Elissandro Bessa (PSB), criticou o contrato, questionando os gastos públicos envolvidos.
“A prefeitura contratou uma empresa com valores definidos, mas quem vai controlar isso? Temos que prezar pelo controle do dinheiro público e as informações são necessárias para isso,” declarou Bessa.
O vereador William Alemão (Cidadania), comparou os custos do contrato com os de um funeral humano.
“Hoje, o custo para se despedir de um familiar na rede particular é de R$ 1.900,00. Não estou entrando no mérito sobre os pets, mas qual a necessidade de um investimento de R$ 15 milhões para a cremação de animais domésticos?” questionou Alemão.
A votação do requerimento foi adiada após um pedido de vistas e deverá passar por uma nova análise dos vereadores.