Wilson Lima anuncia suporte às esquipes da competição ‘XPrize Rainforest’

Governo do Amazonas anuncia suporte a competição internacional que busca soluções inovadoras para mapeamento da biodiversidade da região.
Redação O Poder
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O governador do Estado do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), participou nesta quarta-feira (03), da cerimônia de abertura em Manaus da final da competição internacional XPRIZE Rainforest | Florestas Tropicais, destacando a importância da iniciativa. Ele enfatizou a chegada de especialistas, pesquisadores e estudantes de renomadas universidades para apresentar soluções inovadoras aos desafios da região, especialmente os relacionados às mudanças climáticas.

O evento marca a presença de seis equipes internacionais finalistas que testarão tecnologias para mapear a biodiversidade na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro. O governador assegurou que o estado está fornecendo suporte integral às equipes participantes, com uma força-tarefa de 100 servidores de diversas áreas.

“Estamos muito felizes em poder ter a final de um prêmio como este do XPrize, sendo um prêmio que tem reconhecimento mundial. Ficamos felizes quando o mundo mediante ações como essa vem pisar no solo amazonense e buscando entender a realidade do caboclo, o indígena, o pescador, o ribeirinho. Temos equipes do corpo de bombeiros e rocam envolvidos como apoio para estes cientistas, além da estrutura da área de saúde, meio ambiente e cultura, para ocorrer tudo bem durante a competição”, disse.

De acordo com secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Rollemberg, ressalta a importância do conhecimento da biodiversidade da Amazônia para a agricultura sustentável, produção industrial e aspectos culturais.

“Bom para o Amazonas, para o Brasil, receber uma competição internacional deste porte, que vai identificar a biodiversidade da floresta. A biodiversidade é indispensável para o futuro da humanidade, para ter uma agricultura mais sustentável, entre outros aspectos da vida humana. É de grande importância o apoio do MDIC e INPA, para o ingresso destes gênios, dos dados coletados das equipes, enriquecendo o conhecimento brasileiro da biodiversidade, sendo instrumento na socio bioeconomia no país”, explica.

Competidor do Amazonas

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), por meio do Providence+, é um dos seis finalistas da competição XPRIZE Rainforest. O IDSM é uma organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Para o diretor técnico-Científico do Instituto Mamirauá, Emiliano Ramalho, explica que a tecnologia apresentada pela equipe Providence+, que tem como base a Tecnologia desenvolvida no âmbito do Projeto Providence, é desenvolvido e liderado pelo Instituto Mamirauá e pela Universitat Politècnica de Catalunya – Barcelona Tech – UPC, da Espanha.

“Estarmos entre esses finalistas é super importante, porque esta é a maior competição de tecnologias para monitoramento de biodiversidade do mundo. Além do reconhecimento do trabalho realizado pelo Instituto na direção de desenvolver tecnologias que permitam o monitoramento de biodiversidade, especialmente na Amazônia, mas também em outros biomas”, justifica.

A equipe do Providence+ passará o próximo ano desenvolvendo e refinando a tecnologia para a fase final da competição. O objetivo é identificar o maior número de espécies possíveis em um período de 24 horas e utilizar os dados coletados para ter visões sobre conectividade, mudanças climáticas, interações e riqueza de espécies.

“O projeto Providence, que é o núcleo da tecnologia que vem sendo desenvolvido no âmbito da competição. Esta tecnologia permitirá, num futuro muito próximo, o monitoramento da Amazônia inteira”, destaca.

Para o futuro, o diretor do Mamirauá, espera que a ferramenta seja integrada pela comunidade global para fazer um monitoramento muito mais ágil.

“Para as informações sobre a biodiversidade geradas no monitoramento serem usadas não só pelos tomadores de decisão, mas também pelas populações”, finalizou.

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