Neste domingo (7), durante o CPAC Brasil em Balneário Camboriú (SC), a educadora e especialista em língua portuguesa, Cíntia Chagas, criticou duramente a chamada linguagem neutra, referindo-se a ela como um “dialeto” imposto por ideologias progressistas.
Chagas argumentou que a língua portuguesa evolui de maneira natural e gradual, e não por imposições ideológicas.
“A língua é viva, mas ninguém saiu por aí com uma placa dizendo ‘quero falar você, pelo fim de vosmecê’. Vocês já viram isso? Ouviram falar na história da língua portuguesa? É óbvio que não. A língua é viva, sim, mas as mudanças do nosso idioma ocorrem de modo paulatino, e não por uma imposição ideológica de imbecis. É isso que são. Primeiro, eles mudam o que nós falamos; depois, eles mudam o que nós pensamos; e, por fim, eles mudam o que nós fazemos. A linguagem é, sempre foi, e sempre será o maior meio de dominação,” declarou Chagas.
Ela também desafiou a legitimidade do uso da linguagem neutra, destacando que a proposta vem de um grupo marginalizado que busca impor suas ideias e não representa um desenvolvimento genuíno da língua. “Peço a vocês, encarecidamente, que não chamem de linguagem neutra, não. É um dialeto, e todo dialeto vive à margem da sociedade, de modo que à margem ele continuará,” disse a educadora.
Chagas destacou que os progressistas são um “câncer da sociedade” e que suas tentativas de modificar a linguagem são uma forma de manipulação ideológica. “O todes é uma linguagem criada pelos progressistas e os progressistas são câncer da nossa sociedade. O dialeto não-binário é uma linguagem criada por eles,” afirmou a especialista.
A palestra de Cíntia Chagas foi parte do CPAC Brasil, um congresso conservador que atrai políticos da direita. O evento deste ano contou com a presença de figuras destacadas como o presidente argentino Javier Milei e o ex-presidente Jair Bolsonaro.