O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) tem adotado uma estratégia de se manifestar exclusivamente em suas redes sociais em meio à investigação sobre a suposta ‘Abin Paralela’, durante seu comando na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Bolsonaro. Ramagem evita entrevistas e tem se concentrado em esclarecer pontos centrais das polêmicas que o envolvem.
No Twitter/X, o ex-diretor da Abin afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro tinha conhecimento da gravação, contradizendo a alegação de que o áudio teria causado um racha entre ele e o líder da direita no Brasil.
“O presidente sempre se manifestou na reunião por não querer favorecimentos ou jeitinhos”, declarou Ramagem.
Ele também indicou sua discordância em relação à atuação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no tema, sugerindo procedimentos administrativos pela Receita Federal e a via judicial no Supremo Tribunal Federal (STF), conforme previsto em lei.
Segundo a Polícia Federal (PF), a suposta ‘rachadinha’ do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi o contexto da conversa gravada. A PF alega que na reunião foram discutidas estratégias para proteger Flávio, incluindo a possibilidade de enquadrar auditores da Receita Federal.
Ramagem, por sua vez, argumentou que a gravação visava se proteger de uma proposta criminosa feita por um dos presentes na reunião, supostamente conectado ao então governador do Rio de Janeiro. “Um crime contra o presidente da República”, afirmou Ramagem.
No entanto, ele enfatizou que tal proposta não se concretizou, e a gravação foi descartada. As advogadas presentes na reunião, segundo Ramagem, levantaram possíveis irregularidades na Receita Federal.