A Justiça Federal de Curitiba decretou nesta quinta-feira (18) a prisão do ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A sentença de Duque foi decretada no âmbito da Operação Lava Jato, e ele deve cumprir a pena em regime fechado por 98 anos, 11 meses e 25 dias.
O ex-diretor foi condenado por receber propina de um empresário para efetivar contrato com a Petrobras para a instalação de um gasoduto submarino de interligação de campos petrolíferos com a petrolífera. A investigação revelou que a propina de cerca de 2 milhões de dólares foi paga em imóveis e com a compra de obras de arte, apreendidas pela Polícia Federal (PF).
A primeira condenação de Duque ocorreu em 2015, por associação criminosa. Outras sentenças incluem: setembro de 2015, 20 anos e 8 meses por corrupção e lavagem de dinheiro; março de 2016, 20 anos, 3 meses e 10 dias por corrupção e lavagem de dinheiro; maio de 2016, 10 anos por corrupção; março de 2017, 6 anos e 8 meses por corrupção; junho de 2017, 5 anos e 4 meses por corrupção; agosto de 2017, 10 anos por corrupção; maio de 2018, 2 anos e 8 meses por corrupção; novembro de 2018, 3 anos e 4 meses por corrupção; fevereiro de 2020, 6 anos, 6 meses e 10 dias por corrupção e lavagem de dinheiro; julho de 2020, 3 anos e 11 meses por corrupção; fevereiro de 2021, 3 anos, 7 meses e 22 dias por lavagem de dinheiro; e abril de 2021, 3 anos, 6 meses e 23 dias por lavagem de dinheiro.