Justiça anula decisão que suspendia sindicância interna para apurar possível caso de assédio na CMM

Decisão judicial autoriza prosseguimento de sindicância interna na Câmara Municipal de Manaus sobre suposto caso de assédio.
Redação O Poder
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A Justiça do Amazonas anulou a decisão que suspendia a sindicância interna aberta na Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta quinta-feira (18), visando apurar denúncia de possível caso de assédio na Casa Legislativa. No documento, a juíza Etelvina Lobo Braga, da 3ª Vara da Fazenda Pública da capital, determinou o prosseguimento do trâmite regular da sindicância, entendendo que o processo tem caráter investigativo, e não punitivo, contra o acusado.

A decisão ressalta que a sindicância tem como finalidade fornecer substratos suficientes à abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), conforme preconiza o art. 238 do Estatuto Municipal dos Servidores Civis do Município de Manaus.

A sindicância, instaurada em 14 de junho, com prazo de 30 dias, concluiu que existem indícios de veracidade na denúncia feita contra um procurador da CMM, e indicou a necessidade da constituição de uma comissão para prosseguir mediante Processo Administrativo Disciplinar, com plena garantia do contraditório e ampla defesa do acusado.

Somente após os trabalhos do PAD, a comissão decidirá se o caso é – ou não – passível de punição, e indicar aplicação de possível penalidade. Em petição à 3ª Vara da Fazenda Pública de Manaus, enviada na quarta-feira (17/07), a Câmara ressalta que todas as informações necessárias relacionadas à sindicância foram prestadas, independentemente de intimação formal, pela Casa Legislativa e pelo procurador Eloi Pinto de Andrade Junior, presidente da comissão, à Justiça do Amazonas.

Abertura da sindicância

A CMM abriu o procedimento de sindicância para apurar suposto assédio envolvendo um de seus procuradores ainda no mês de junho. Tão logo tomou ciência do caso, o presidente da Casa Legislativa, vereador Caio André (União Brasil), determinou a abertura imediata da investigação interna. A servidora que formalizou denúncia contra o procurador foi transferida para o gabinete da vereadora Yomara Lins (Podemos), vice-presidente do parlamento municipal.

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