O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela não divulgou os resultados completos da eleição realizada no domingo, 28 de julho de 2024, nem as atas eleitorais dentro do prazo legal de 72 horas. Mesmo sem apresentar o total de votos, o CNE proclamou Nicolás Maduro reeleito na segunda-feira, 29 de julho.
O CNE havia prometido divulgar as atas eleitorais dentro do mesmo prazo, mas até agora não cumpriu. A demora aumentou a suspeita sobre a transparência do pleito. Nicolás Maduro, que já estava no poder, fez um pronunciamento se colocando como vítima e acusando a imprensa e países de direita de tentar destruir a Venezuela.
Enquanto isso, Brasil, Colômbia e México não conseguiram chegar a um consenso sobre um comunicado conjunto para pressionar a divulgação das atas. A Colômbia pede uma auditoria internacional, enquanto o Brasil prefere uma checagem imparcial do resultado.
Os Estados Unidos, irritados com a demora, ameaçaram tomar medidas contra a Venezuela se o CNE não provar que Maduro foi realmente o vencedor. Na América do Sul, alguns países, incluindo o Brasil, são contra qualquer interferência na política interna da Venezuela e contra o aumento de sanções econômicas, temendo que isso agrave a crise econômica e social na região.