O Congresso Nacional está intensificando sua pressão sobre o governo federal para uma resposta mais assertiva em relação à fraude alegada na reeleição do ditador venezuelano Nicolás Maduro. A crítica ao presidente Lula (PT) tem ganhado força, com parlamentares apontando a omissão do governo brasileiro diante do processo controverso. As informações são da coluna de Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Na Câmara dos Deputados, o clima é de descontentamento com a atuação do Itamaraty e, em particular, com a postura do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, considerado por muitos como um “chanceler de enfeite”. O deputado Filipe Zucco (PL-RS) lidera a demanda por uma convocação de Vieira para esclarecer o que considera um “papelão” do Brasil, que, segundo ele, se posicionou de forma neutra e sem firmeza na questão.
No Senado, a situação não é diferente. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) está pressionando para que o chanceler de fato, Celso Amorim, seja chamado a explicar o papel da missão diplomática enviada à Venezuela. Amorim, que foi destacado por Lula como “observador” das eleições, teria até se encontrado com Maduro, o que gerou ainda mais descontentamento. A senadora ressalta a necessidade de garantir que a missão diplomática esteja alinhada com os interesses nacionais e que o governo brasileiro se posicione claramente contra a fraude.
Além disso, a convocação da embaixadora brasileira em Caracas, Gilvânia Maria de Oliveira, também está em pauta. A senadora destaca a importância de uma postura mais profissional e proativa da diplomacia brasileira, especialmente diante de uma situação tão delicada. A crítica se baseia na falta de uma ação mais contundente por parte do governo, que se manteve em uma posição de reticência em relação às acusações de fraude.
O Congresso busca um alinhamento mais claro com os sete outros países que já acusaram o processo eleitoral na Venezuela de ser fraudulento, clamando por uma postura mais firme do Brasil e uma resposta que reflita os interesses e princípios da política externa brasileira.