Novo acusa juízes auxiliares de seguir ordens ilegais de Moraes contra aliados de Bolsonaro

Novo partido acusa juízes de seguirem ordens ilegais do ministro Alexandre de Moraes contra aliados de Bolsonaro.
Redação O Poder
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O Partido Novo protocolou uma Reclamação Disciplinar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta quinta-feira (15), acusando os desembargadores Airton Vieira e Marco Antônio Martins Vargas de cumprirem ordens supostamente ilegais do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

A denúncia do Novo alega que os desembargadores produziram relatórios e forneceram informações previamente direcionadas contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O partido também os acusa de terem ajustado documentos a pedido de Moraes, com o objetivo de justificar perseguições judiciais de cunho político, um caso que teria sido noticiado pelo escândalo de mensagens chamado “Vaza Toga”.

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), um dos signatários da reclamação, descreveu os atos de Moraes e de seus assessores como uma grave ameaça ao Estado de Direito e um abuso inaceitável de poder. Segundo ele, a atuação de Moraes representa uma violação das garantias fundamentais e uma tentativa de usar a Justiça como instrumento de perseguição política.

O Partido Novo pediu a instauração de um processo administrativo disciplinar e a punição severa dos envolvidos, conforme o Regulamento Geral da Corregedoria Nacional de Justiça. Eles destacam que os ajustes nos relatórios feitos por Moraes violariam o princípio do devido processo legal e seriam parte de um esforço para fundamentar perseguições judiciais com objetivos políticos.

A reclamação detalha que os desembargadores teriam praticado ilícitos funcionais, descumprindo suas obrigações como magistrados e, portanto, devem enfrentar repercussões nas esferas disciplinar e criminal.

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