Silvio Santos, que faleceu aos 93 anos neste sábado, 17 de agosto, tentou se lançar na política em duas ocasiões importantes. Em 1988, ele tentou disputar a prefeitura de São Paulo pelo Partido da Frente Liberal (PFL), hoje União Brasil, mas sua candidatura não foi oficializada e não avançou.
Sua tentativa mais significativa ocorreu em 1989, quando se candidatou à presidência da República pelo extinto Partido Municipalista Brasileiro (PMB). A candidatura foi oficializada apenas quinze dias antes do primeiro turno, mas foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 9 de novembro de 1989, uma semana antes da eleição. A impugnação ocorreu por dois motivos principais: Silvio Santos era proprietário de uma emissora de televisão, o que configurava um conflito de interesse, e a rápida oficialização da candidatura resultou na renúncia do candidato Armando Corrêa em favor de Silvio. Na eleição, o nome na cédula seria o de Corrêa, exigindo que a campanha explicasse aos eleitores que, para votar em Silvio Santos, era necessário marcar o nome de Corrêa.
Apesar da impugnação, a tentativa de Silvio Santos gerou grande movimentação. Sua campanha usou um jingle adaptado do Programa Silvio Santos e focou em temas como alimentação, saúde, habitação e educação, prometendo combater a inflação e corrigir salários.
A eleição de 1989 foi vencida por Fernando Collor (PRN), que derrotou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno realizado em 17 de dezembro. Outros candidatos foram Paulo Maluf (PDS) e Leonel Brizola (PDT).